Nota Metodológica

Enquadramento, Objectivos e Metodologia

O projecto teve início em 2009 e tem por objectivo, no âmbito dos trabalhos do Boletim Trimestral de Conjuntura desta CCDR, acompanhar, monitorizar e analisar o sector da Mobilidade e Transportes. Cientes da importância de que se revestem os aspectos relacionados com este sector no quadro das dinâmicas regionais, a Divisão de Estudos Regionais procedeu, em primeiro lugar, a uma definição do âmbito de base dos principais subsistemas e dos indicadores do sector da Mobilidade e Transportes a monitorizar e a analisar. Tem-se um entendimento que a recolha, elaboração e divulgação dos indicadores constitui um importante contributo para a realização de análises e o estabelecimento de relações com outros domínios das dinâmicas regionais – nomeadamente o turismo, a urbanização e o ordenamento do território – tendo porém presente que, infelizmente, não nos é possível estabelecer em concreto essas relações (o mesmo ocorrendo com as instituições produtoras de estatísticas oficiais e com outros organismos da administração, que não estão estruturadas para constituir, regular e monitorizar sistematicamente indicadores nestes domínios).

Foi constituído um total de 26 indicadores que permitem, em traços muito gerais:

Acompanhar a evolução da mobilidade e dos fluxos de transporte na Região do Algarve;
Estabelecer comparações entre as evoluções dos movimentos dos diferentes meios de transporte;
Relacionar as evoluções dos movimentos dos diferentes modos de transporte com outros domínios das dinâmicas regionais;
Dispor de elementos, de valores e de tendências que poderão vir a ser integrados na definição de estratégias e na implementação de medidas com vista à melhoria das infraestruturas viárias, à articulação entre os serviços prestados pelos diferentes operadores e à correcção dos desequilíbrios regionais. Embora o projecto tenha tido início em 2009, procedeu-se a uma recolha retrospectiva da informação pelo que a informação tratada recua a 2007, ano a partir do qual toda a informação foi agregada por trimestres. Trimestralmente, em regra nas primeiras três semanas após a conclusão do trimestre (dependendo naturalmente da maior ou menor rapidez com que os organismos, concessionários e operadores nos remetem a informação), procede-se a um tratamento da informação recolhida, o consequente tratamento estatístico e a transposição dos resultados finais para um Boletim próprio.

Informação contida na Página do Boletim Trimestral da Mobilidade e Transportes

Na página de abertura (“Início”), apresentação dos pontos georreferenciados (ícones) de contagem dos fluxos de passageiros e de tráfego. Cada ícone tem associada a identificação do modo de transporte e o respectivo ponto de contagem (escala de operação), bem como (em popup) um gráfico da evolução do indicador nos últimos anos.

Através da barra horizontal, no topo do mapa da Região, obtém-se a seguinte informação:

– Para os 26 indicadores dos modos “Aéreo”, “Marítimo/Fluvial”, “Ferroviário” e “Rodoviário”, e para os últimos 17 trimestres, gráficos dos valores absolutos e das variações trimestrais homólogas;

– Os “Boletins Trimestrais”;
– As “Notas de Imprensa”;
– Os “Relatórios Anuais”.

Fontes de informação

As fontes da informação utilizada para os diversos indicadores são:

– Transporte aéreo (3 indicadores: nº de Voos; movimento de passageiros; e movimento de passageiros de/para aeroportos nacionais): informação disponibilizada pela ANAC – Autoridade Nacional da Aviação Civil, com uma periodicidade trimestral.

Transporte ferroviário (2 indicadores: movimento de passageiros no serviço Regional; e movimento de passageiros no serviço de Longo Curso ): informação obtida, com periodicidade trimestral, junto dos serviços regionais da CP (serviço regional) e dos serviços centrais da CP (serviço de Longo Curso: prestado pelos Alfa e Intercidades).

Transporte marítimo/fluvial (2 indicadores: movimento de passageiros na Ria Formosa; e movimento de passageiros no Rio Guadiana – carreira Vila Real de Santo António / Ayamonte): informação obtida, com periodicidade trimestral, junto dos serviços da Docapesca – Portos e Lotas, SA, após a recolha e tratamento, por parte desta entidade, da informação recebida dos vários operadores.

Transporte rodoviário (19 indicadores):

1. Tráfego Médio Diário (TMD) nos principais eixos regionais (3 indicadores):
1.1 TMD no troço da A2 (Almodôvar / S. Bartolomeu de Messines) – informação obtida junto da BRISA – Auto-estradas de Portugal, SA, com periodicidade trimestral.
1.2 TMD na A22 – informação obtida, junto do operador EUROSCUT: Sociedade Concessionária da SCUT do Algarve, SA, com periodicidade trimestral.
1.3 TMD na Ponte Internacional do Guadiana – informação obtida junto do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, SA, com periodicidade trimestral.

2. Tráfego Médio Diário (TMD) nos eixos secundários regionais (12 indicadores), informação obtida junto da Infraestruturas de Portugal, S.A., com periodicidade trimestral:

2.1   TMD na secção do IC1 – São Bartolomeu de Messines / Tunes;
2.2   TMD na secção do IC4Nó da A22 / S.J. da Venda (disponibilizado no 1ºT 2016);
2.3   TMD na secção da N125 S.J. da Venda / Faro (Nó W);
2.4   TMD na secção da N125 – Rotunda Faro Este / Fim Variante Este (disponibilizado no 1ºT 2016);
2.5   TMD na secção da N125 – Ligação EN2 / Rotunda Faro Este (disponibilizado no 1ºT 2016);
2.6   TMD na secção da N125 – Tavira / Olhão (Acesso à A22);
2.7   TMD na secção da N125 – Lagos (acesso à A22) / Fim Variante Este (disponibilizado no 1ºT 2016);
2.8   TMD na secção da N125 – Odiáxere / Estômbar;
2.9   TMD na secção da N125-10 – Faro (Nó W) / Aeroporto (disponibilizado no 1ºT 2016);
2.10 TMD na secção da N120 – Odeceixe / Aljezur (disponibilizado no 2ºT 2014);
2.11 TMD na secção da N122 – Mértola / Sta. Marta (disponibilizado no 2ºT 2014);
2.12 TMD na secção da R270 – S.B. de Alportel / Sta. C. Fonte do Bispo (disponibilizado no 2ºT 2014).

3. Transporte colectivo rodoviário de passageiros (4 indicadores): informação obtida, com periodicidade trimestral, junto da EVA Transportes SA, nas seguintes escalas de operação:
3.1 Movimento de passageiros transportados nas carreiras das ligações urbanas;
3.2 Movimento de passageiros transportados nas carreiras das ligações inter-urbanas;
3.3 Movimento de passageiros transportados nas carreiras das ligações inter-regionais;
3.4 Movimento de passageiros transportados nas carreiras das ligações internacionais.